Este artigo foi escrito pelo Piero Vergílio, que tem 26 anos, e é jornalista. Ele é deficiente, devido a uma meningite na infância, e hoje necessita de uma cadeira de rodas para se locomover. Mantém o blog Piero Vergílio Jornalista e escreveu esta postagem exclusivamente para o Blog do Deficiente Fisico.
Nunca, em nenhum outro momento, se falou tanto em inclusão das pessoas com necessidades especiais: a abordagem na novela, as campanhas do poder público, os discursos do empresariado, as leis de cotas. Mesmo com toda essa mobilização, muitos deficientes ainda enfrentam dificuldades para encontrarem uma colocação no mercado.
É bastante comum que a mídia, os governantes e até os empregadores encontrem na falta de qualificação a justificativa ideal para esta situação. Mas este está longe de ser o principal problema que essa parcela da população – aproximadamente 15% dos brasileiros possuem alguma deficiência – tem que enfrentar: mais do que qualificados, eles tem que vencer o preconceito e provar que são capazes.
Isto porque, para algumas pessoas, deficiência é sinônimo de incapacidade ou piedade. E isso está longe de ser a realidade. Embasados por esse tipo de pensamento, muitas empresas e instituições oferecem cursos para determinadas áreas. Em Sorocaba (SP), minha cidade natal, o Centro Integrado de Apoio à Pessoa Portadora de Deficiência está oferecendo oficinas de Educação do Movimento, Biscuit, Bijuteria e Crochê. O erro não está em abrir tais cursos e sim, se for este o pensamento, acreditar que o deficiente só pode isso.
Não quero desvalorizar quem exerce tais atividades, mas é importante lembrar que o deficiente PODE MAIS que isso. Por isso, cabe a ele escancarar para o mundo: “eu quero, eu posso, eu faço!”. As pessoas devem lembrar que o deficiente tem as suas limitações – aliás, que pessoa não as tem? – mas que deficiência não é, e nunca será, sinônimo de incapacidade. Essa é a maior barreira a ser vencida.
Sob essa perspectiva, a mídia tem uma força exponencial. Nesse sentido, me sinto duplamente realizado, pois, enquanto jornalista, sempre que posso costumo chamar a atenção para esse tema. Tenho essa postura tanto nas minhas reportagens, como no meu blog.
Agora, lanço mão de mais um argumento para derrubar a tese da falta de qualificação: mesmo com a graduação concluída há quatro anos, ainda não consegui um emprego fixo, apenas trabalhos freelancers, que graças a Deus, vem aumentando consideravelmente nos últimos meses. Encerro esse texto com uma pergunta: como essas pessoas explicaram a minha situação agora?












Muito interessante a questão levantada.
Existem diversos filmes que falam sobre essa tema
Baseado no interesse do publico que busca filmes antigos e dvds raros criei o sitio:
http://www.emersonpereira.com.br/dvds.htm
Espero que possa ajudar de alguma forma
Cordiais saudações
Sou portador de necessidades especiais, aqui em minha cidade de Oeiras, no Piauí.Toda vez em que saio em meu carro, que eu mesmo dirijo, sou obrigado a deixa-lo em locais inapropriados, por falta de vaga para estaciona-lo, ou em outras vezes, porque a unica vaga que existe, em um estabelecimento bancário social, CEF, está sempre ocupado, com veículos ou motocicletas, de pessoas normais.
Esse talvez seja um problema que ocorra em todo o país, devido a falta de educação das pessoas.
A questo chave na empregabilidade do deficiente…
Nunca, em nenhum outro momento, se falou tanto em incluso das pessoas com necessidades especiais: a abordagem na novela, as campanhas do poder pblico, os discursos do empresariado, as leis de cotas. Mesmo com toda essa mobilizao, muitos deficientes ain…
[...] This post was mentioned on Twitter by The Best, Piero Vergílio. Piero Vergílio said: Escrevi um texto sobre empregabilidade, para o Blog do Deficiente Físico, do @_thebest_. Para acessar: http://tinyurl.com/2unbjxr [...]