Censo brasileiro é exclusivo, mas de exclusão mesmo
O Censo brasileiro está sendo feito a todo vapor e o IBGE tem trabalhando bastante na recontagem dos brasileiros, porém alguns itens não estão sendo feitos de uma forma bem feita e que oderia trazer um estudo mais detalhado para a melhoria do IDH do país.
O Censo não está contando os deficientes do país e com isso deixaremos mais uma vez passar a oportunidade de conhecer dados que nunca foram pesquisados. Além disso, o censo parece estar dando muito mais ênfase a situação financeira do povo do que a forma com que ele vive.
A contagem da população é feita de forma a passar-se casa a casa, interrogando seu moradores sobre os dados que estão sendo pesquisados e este ano o censo conta com a ajuda tecnológica, onde o recenseador não necessita preencher um formulário em papel e nem carregar peso. A entrevista não dura mais de 10 minutos e é feita em perguntas de “multipla escolha”.
Como a pesquisa é feita de forma unitária (casa a casa) poderia-se incluir uma pergunta chave, do tipo “Tem algum deficiente na residência?”, que se fosse respondida como sim abriria um questionário secundário, com mais algumas perguntas, do tipo “quantos deficientes?”, “Qual o tipo de deficiência” e “Eles trabalham?”. Não necessitaria mais do que 5 perguntas para deixar bem completo um estudo sobre a deficiência no país e isso não aumentaria em mais de 3 minutos a pesquisa caso houvesse um deficiente.
Segundo o IBGE, o censo terá uma amostragem que responderá a um questionário mais completo e termos informações sobre a deficiência. Mas se a amostragem é feita, porque nenhuma das pessoas que conheço, que são deficientes, responderam a esse questionário completo? Qual a probabilidade de uma residência com um deficiente ser “sorteada” entre as demais? Isso poderia com certeza trazer número falsos sobre o problema no país e sinceramente não tem como se acreditar em números dessa forma, mesmo sendo uma prática mundial.
Uma outra questão que me deixou até preocupado, é que o censo somente avalia se o brasileiro sabe ler e escrever, mais nada. Não vamos saber nível de escolaridade das pessoas, porque simplesmente não é perguntado. Tudo bem que as pessoas com baixa escolaridade tem vergonha de falar, mas é necessário para que se saiba em que nível estamos e o que pode ser feito para melhorar.
Apesar que esta informação colocaria em cheque o governo, pois se temos falta de escolas em algumas regiões os responsáveis apareceriam e poderiam ser pressionados de alguma forma por esses dados. O que não seria nada de errado, já que o povo paga caro por isso.
A minha pergunta que gostaria de deixar no ar é “Será que é interessante para o governo contar deficientes? Ou saber a escolaridade do povo brasileiro?“
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