Para os deficientes, o esporte é uma alternativa para tratamento que pode despertar um atleta campeão. Porém para isso é necessário apoio e muita dedicação, que às vezes é maior do que um atleta “normal” para atingir uma boa performance.
O que vemos, no geral, é a falta de preparo das autoridades quando organizam provas de esportes em que, para mostrar a inclusão social, colocam a categoria paralímpica ou destinada a pessoas com deficiência. Veja o que aconteceu em Porto Alegre, este ano:

A Secretaria de Esportes do Município de Porto Alegre organizou uma corrida para comemorar o aniversário da cidade, porém destinou uma premiação em vale-compras para os andantes e não destinou nenhuma premiação para os corredores com deficiência.
O pior foi a declaração do Sr. Edgar Meurer, secretário de esportes, que afirma não haver discriminação nenhuma em ter prêmios para andantes e não ter para os deficientes. E para completar o descaso da prefeitura, o palco de premiação foi construído sem levar em conta a acessibilidade para que os atletas pudessem receber a sua premiação, que levou aos atletas a receber a premiação fora do palco (abaixo dele).
Os corredores da RS Paradesporto, Carlos Roberto Oliveira e Altemir Luis Oliveira, venceram a prova e anotaram ótimos tempos. Mas decidiram que não iram se submeter ao constrangimento, enquanto o Secretário teve coragem de sacar fotos com o 3o colocado da prova, Carlão se retirou em meio à cerimônia e o Altemir Luis de Oliveira se negou a receber a premiação ao saber que o palco não tinha acessibilidade..

O que falar sobre uma situação dessas? E este é o país que vai receber as Olimpíadas e Paralimpíadas?
[ Fonte - RS Paradesporto]





