O carnaval terminou para os brasileiros, mas alguns assuntos não podem ficar para trás. Um deles é a acessibilidade, que ficou muito longe do necessário para que os deficientes pudessem curtir com o mínimo de condições.
No Rio de Janeiro, o sambódromo que passa por obras de adequação ao projeto original apresenta muitos problemas de acessibilidade nestas áreas novas, que terminaram sendo feitas às pressas e foram entregues inacabadas ao público para utilização nos desfiles. Fora isso existe a falta de banheiros químicos ou fixos para deficientes, acessos somente a escada para algumas áreas e alguns outros na chegada a Sapucaí.
Devemos lembrar que a prefeitura disponibiliza no setor 13 uma área para deficientes físicos, onde tem banheiros adaptados e acessibilidades total a deficientes físicos, auditivos e visuais, inclusive com disponibilidade de audiodescrição.
Saindo da Sapucaí e indo diretos aos blocos de rua do Rio de Janeiro, eu pude verificar nos poucos que fui que o problema com a falta de banheiros químicos era um problema para todos os foliões, não só deficientes. O problema era tão grande que para ir ao banheiro no Cordão do Bola Preta, perdia-se cerca de 40 minutos a 1 hora. Já os deficientes tinham que disputar os poucos banheiros químicos disponíveis com os demais foliões, que tendo em vista a falta de banheiros utilizavam os destinados para deficientes para desafogar a fila dos demais.
Em Salvador, a Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SUDEF) montou um esquema para montar um estudo sobre a acessibilidade nos camarotes do carnaval de Salvador e teve preocupação no treinamento de monitores. Porém o que se houve falar é que falta muita acessibilidade aos foliões que não estão nos camarotes do circuito.





