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HIV – Industria pornô é uma amiga ou uma vilã?

Publicado em 06/09/2011 por em Notícias

Muitas pessoas tem contraído o vírus do HIV por falta de precaução, seja com o uso do preservativo ou pela alta confiança no parceiro. Hoje, não acredito que haja falta de informação a população e ninguém pode reclamar que é por falta de camisinha, pois os postos de saúde brasileiros fazem distribuição gratuita para qualquer pessoa que solicitar.

Mas andando na contramão de tudo isso, a industria pornográfica internacional mantém a ideia de que seus atores não precisam do uso do preservativo e que a ideia de que eles utilizem a camisinha fará com que o filme não seja um sucesso. O grande problema é que além de expor os seus astros a doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV, de certo modo, incentivam que os seu público também deixe de utilizar a proteção e fique exposto a doença.

HIV   Industria pornô é uma amiga ou uma vilã?

No mês passado, a indústria pornográfica de Los Angeles parou devido a um caso de HIV detectado no exame de um ator. Apesar de ter sido, segundo as informações oficiais, um caso de falso-positivo e as filmagens terem retornado, deixam o alerta para que se repense nesse método de fazer filmes adutos.

Uma grande parte dos filmes produzidos no Brasil são feitos com a utilização do preservativo, apenas os que são colocado para “exportação” ou produzidos por estrangeiros é que deixam de lado a camisinha. O que não modifica a essência da produção e não altera de forma alguma na qualidade do filme, performance dos atores e nem nos rendimentos das produtoras, mostrando que é possível sim fazer filmes de qualidade com segurança.

No Brasil, o HIV já contabilizou 592.914 casos, de 1980 até junho de 2010, e no ano de 2009 foram notificados quase 40 mil casos da doença, segundo estatísticas oficiais. Com tudo isso, o governo brasileiro está de parabéns, pois a redução de contágio foi de quase 45% se comparados os anos 1999 e 2009.

Até quando o ser humano ainda vai brincar e achar que está tudo bem? Será que precisaremos sentir na pele as consequências para analisar e saber que estamos errados?

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