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Lei de cotas das empresas realmente não funciona no Brasil

Publicado em 11/04/2011 por em Notícias

A lei de cotas que define uma quantidade de deficientes para empresas de porte médio e grande sempre foi um calcanhar de aquiles da legislação trabalhista brasileira e sempre gerou muita polêmica tanto entre os empregadores quanto aos deficientes. Mas isentar empresas de multas por não cumprir a lei de cotas aceitando a desculpa de que não há gente qualificada no mercado ou que o estado está transferindo a sua responsabilidade para as empresas privadas é realmente patético.

Lei de cotas das empresas realmente não funciona no Brasil

Questiono a mesma empresa que se defendeu dessa forma se a estrutura dela estaria preparada para receber um cadeirante qualificado? ou um cego com a qualificação necessária? Acredito que não. Então, é muito mais fácil procurar pessoas para a limpeza, ou para serem auxiliares de alguma coisa, acessoristas, etc. Mas e os que se formam e estudam? Porque não contrata-los? Ai a desculpa muda, é que eles preferem fazer concurso público.

Uma pesquisa da UNICAMP já diz que o deficiente é excluído do mercado de trabalho, mesmo tendo leis que garantem a sua inclusão social dentro desse contexto. E o mais curioso nas estatísticas é que os estados mais “pobres” tem cumprido de melhor a lei de cotas e empregado mais deficientes, no caso o Ceará é o estado melhor posicionado

Mas será que qualificar pessoas é tão dificil assim? Várias empresas estão fazendo isso e obtendo sucesso dentro do seu quadro funcional. É uma forma inteligente de gerar inclusão social, a pessoas que não acreditam no sistema. Porque se dependerem do governo para estudarem com acessibilidade, não serão nunca nada na vida.

Que se louvem as empresas que tem a visão que os deficientes faltam menos, se esforçam mais e são mais dedicados as oportunidades que recebem. Pelo simples fato de que nã saberão quando existirá outra no seu futuro.

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3 Respostas

  1. Alexandra

    Concordo plenamente com a reportagem. Sou deficiente física (membro inferior amputado) e trabalho desde os 17 anos (hoje tenho 39 anos). Estudei, me formei e as empresas não reconhecem isso. A maioria das vagas sempre são para cargos e salário mais baixos, como se todos os deficientes não tivessem qualificação nenhuma. Quando existe uma vaga que se diz “normal”, com um cargo e salário maior, o deficiente é excluído.
    Realmente, ainda existe, muito preconceito encoberto.
    Graças a Deus, tive sorte e sempre tive bons trabalhos em empresas boas que me reconheceram. Mas falo pela maioria que muitas vezes não tem as mesmas oportunidades.

  2. Bom dia,

    Acreditamos que um dos grandes problemas no processo de recrutamento das PPDs ainda está na seleção dos canditados. As empresas não se preocupam na qualificação e aptidão das PPDs e sim em tentar cumprir a cota!

    • Com certeza esse é um paradigma que as cotas impõe e deve ser quebrado. Mas convenhamos que a maior parte dos deficientes se preocupa em querer se aposentar ou os mais qualificados tentarão um concurso público.

      Isso faz com que faltem deficientes no mercado de trabalho com qualificação, porém as empresas poderiam sim, qualificar os deficientes que não tiveram tantas oportunidades para desenvolver funções diferentes das oferecidas normalmente.

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