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Prefeitura do Rio coloca placa no caminho tátil de deficientes visuais

É impressionante como as autoridades não tem o mínimo planejamento e conhecimento sobre acessibilidade. Vejam o caso abaixo onde um obstáculo, que pode machucar um deficiente seriamente, é colocado no caminho que um deficiente visual utilizaria (ou se não for avisado utilizará) por conta do piso tátil.

Foto da placa do BRS em cima do piso tátil

Para quem não sabe, o piso tátil serve de guia para os deficientes visuais e indicam o caminho que eles podem utilizar de forma segura (ou não). Nele existem algumas sinalizações padronizadas para que informem ao deficiente que ele deve seguir, parar, onde existe um cuzamento, etc.

Veja a matéria que saiu no jornal O Globo:

Recém-instalada na Avenida Presidente Vargas sobre o piso tátil, que serve de guia para deficientes visuais, uma placa indicando as linhas do BRS 4 se tornou uma armadilha perigosa para pedestres, entre a Rua Regente Feijó e a Avenida Passos.

Segundo Maria da Gloria de Souza Almeida, chefe de gabinete da direção geral do Instituto Benjamin Constant, da maneira como está colocada, “a sinalização poderá causar acidentes a quem caminhar pelo piso tátil, pois a bengala não detectará a base da placa”.

O leitor Carlos Roberto Calvino circula diariamente pela área e, surpreso ao ver a placa quando voltava do almoço, enviou seu registro ao Eu-Repórter, a seção de jornalismo participativo do GLOBO:

— Trabalho no prédio em frente e ainda não vi acidentes, mas uma hora vai acontecer um. É um absurdo. Quando instalavam placas na calçada, respeitavam uma altura mínima. Dessa vez, está no meio do passeio. É um problema não só para os deficientes visuais, mas para todos que passam por ali.

Para Maria da Gloria, esse é apenas mais um exemplo da falta de preparo da cidade para a circulação de pessoas com problemas de visão:

— Podemos citar ainda a péssima conservação das calçadas, a falta de sinais sonoros e o traçado das ciclovias, além da escassez de sinalização.

O Instituto Benjamin Constant está à disposição de instituições públicas e privadas para consultoria, por meio de sua comissão de acessibilidade, mas nem sempre é procurado, diz a chefe de gabinete.