Quando o Brasil deixará para trás o pensamento assistencialista e passará a ser inclusivo? Essa pergunta é feita todos os dias pelas pessoas que conseguem enxergar que o nosso país é puramente discriminatório no que se diz resposito a inclusão e anda totalmente na contramão da inclusão social.
Partimos do princípio de que a educação para os deficientes normalmente é dficultada pela falta de locais acessíveis e, em muito dos casos, de profissionais capacitados. Tudo isso porque quando se pensa em uma escola ou universidade, simplesmente é ignorada que ali também poderemos ter pessoas com deficiência estudando e trabalhando, afinal de contas o governo deve dar o exemplo no que diz respeito a inclusão profissional de portadores de deficiência.
Em outro artigo, questionei o porque da falta de cadeiras específicas nos cursos de formação de professores para que se adaptem as aulas para deficientes. Deveria ser obrigatório na faculdade que todos aqueles que tivessem fazendo bacharelado, mestrado ou qualquer cadeira que seja habilitada a dar aulas que tivessem instruções sobre esse assunto e depois não se sentissem despreparados para dar aulas a pessoas com deficiência.
Se formos cair na besteira de falar sobre a saúde nas terras tupiniquins cairemos em um assunto que renderia, certamente, um livro. A saúde pública é um CAOS e não tem como diferenciar quem precisa mais de quem precisa menos, pois não há atendimento suficiente para nenhum dos dois. Se a pessoa não tiver sorte e cair em um atendimento de referência, com um médico de boa vontade e um bom atendimento, vai sofre nas filas intermináveis do SUS.
O que é inadimissível pela quantidade de dinheiro arrecadado pelo governo. Certamente terá gente que falará: “Mas se rouba muito nessa área”. Sim, como em todas as outras, sempre haverá alguém tirando vantagem nesse país que não pune ninguém por crimes onde o governo é lesado. Uma boa política de saúde com certeza melhoraria muito o atendimento e a stisfaçãod as pessoas.
Andar na rua das grandes cidades pode ser apelidado de “Grande Rally” pelos cadeirantes, pois poucos pontos delas tem acessibilidade suficiente para que se possa andar com tranquilidade e segurança. O pior que o governo continua fazendo as obras, pavimentações, reformas e reestruturação sem pensar na acessibilidade dos deficientes e idosos.
As obras particulares deveriam de prédios comerciais, seja do menor ao maior, deveriam ser obrigados a se adaptar e criar o mínimo de acessibilidade para que se possa chegar ao local, entrar e circular com segurança pela parte interna deste. Issos eria simples e não teria custos ao governo, porém uma lei desse tipo iria causar insatisfação de quem tem dinheiro e paga as campanhas eleitorais.
Eu me pergunto porque não fazer como em Belo Horizonte, que tem uma praça com brinquedos acessíveis a crianças deficientes e foi adotada pela Unimed. Seria interessante que empresas pudessem adotar praças e fazer com que elas tenham novamente a sua função que a diversão das pessoas, sejam elas deficientes ou não.
E por fim, poderia-se ter um programa de empregos para deficientes digno e que fosse respeitado. O programa de cotas do governo não é respeitado e a alegação é de que não há deficientes qualificados para as vagas, mas será que não tem mesmo ou existe uma preferência pelos funcionários “normais”? O grande problema é que não existe um controle e não se sabe se existem ou não profissionais deficiente para se enquadrarem as funções.
Existe também um grande despreparo das empresas para solicitarem deficientes para vagas. Eu recebi uma solicitação de divulgação de uma vaga para atendente de telemarketing onde a empresa fazia nenhuma restrição de deficiência. Ou seja uma deficiente audtivo poderia concorrer a vaga, mesmo sendo surdo.
Ninguém está pedindo para ser tratado como coitadinho, apenas queremos ser tratados normalmente. Até porque somos pessoas, contribuintes e brasileiros e isso é um direito constitucional da pessoa, qualquer tratamento diferenciado é discriminação.
A inclusão se faz necessária e deve ser feita nas escolas, com nossas crianças, porque se crescem com um pensamento de civilidade e respeito aos deficientes, com certeza os trataram com mais dignidade. Ensinar a ter respeito pode trazer mais benefício do que multas que não são aplicadas e direitos que somente estão no papel.






