Enquanto o assunto em várias cidade é a acessibilidade, parece que para a prefeitura de São Paulo a coisas caminham lentamente como um deficiente físico ou um cadeirante. A cidade apenas dispõe de 35 veículos adaptados para cadeirantes e deficientes em uma frota de quase 33 mil táxis que circulam pela cidade.
Eu já falei sobre os serviços especiais em algumas cidades e podemos dizer que não é mil maravilhas, mas existem algumas que caminham no sentido certo e desejam realmente que a acessibilidade chegue a todos.
A prefeitura tem um projeto de 2009 que libera 80 alvarás para carros adaptados na cidade, o que já é um pequeno número de carros para uma população de quase 1 milhão de deficientes físicos residentes na cidade.
Os taxistas não tem interesse em participar do projeto porque simplesmente ele retira alguns benefícios que são direito dos taxistas normais e ainda tem a necessidade de investirem em adaptações, como elevadores, piso especial, teto elevado, etc, que podem custar cerca de 32 mil reais sem nenhuma isenção. Uma das grandes reclamações dos taxistas é de que o IPVA, que o pessoal de frota normal tem, não existe para os que entrarem para o projeto e os taxistas não tem nenhuma divulgação. Tudo bem que a divulgação não seja papel do governo, mas as isenções e incentivos para que a cidade se torne mais acessível é sim papel dele.
Porque tanta burocracia para ajudar a milhares de pessoas a circular melhor pela cidade e a fazer com que mais pessoas possam trabalhar com uma público diferenciado? O governo cede tanto impostos para empresas na cidade, porque não incentiva a micro empresários e a cooperativas para esse nicho de mercado tão carente? São perguntas que não serão respondidas de forma clara e muito menos por aqueles que deveriam.
A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da cidade, informou que já pontuou alguma das reinvidicações dos dois lados, dos taxistas e dos deficientes, e levou para a Secretaria de Transporte. Os pontos principais são um novo sorteio de alvarás, com novas regras, atendendo a algumas das demandas dos taxistas, como criação de pontos em locais estratégicos, como hospitais e clínicas de reabilitação e subsídio inicial. Porém a Secretaria de Transportes afirma que os pontos específicos para táxis acessíveis estão em estudo, mas descarta dar subsídio.
Ou seja, os deficiente vão continuar dependendo de alguns taxistas que se propuseram a servi-los dentro de um projeto mal elaborado e sem ajuda nenhuma. Uma pena para uma cidade que cresce a cada ano e tem uma população cada vez maior de deficientes.
[Fonte]











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