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Sindicatos dos professores não incentivam a inclusão na educação

Publicado em 03/09/2010 por em Notícias

Enquanto alguns tentam fazer com que o pensamento da inclusão social mude na cabeça das pessoas outros correm exatamente na situação contrária. O Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro produziu um material que vai totalmente na contra mão do direito que as pessoas com deficiência tem de poderem estudar em turmas regulares do ensino público e particular.

A Constituição e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pelo Brasil com status constitucional em 2008,  prevê em seu artigo 24 que ” Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência à educação. Para realizar este direito sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes deverão assegurar um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida”. O que basicamente quer dizer que os deficientes tem direito ao ensino regular em uma escola pública comum.

Este maaterial foi produzido pelo sindicato e é necessário que se leia para entender o quue estaremos debatendo abaixo.

Sindicatos dos professores não incentivam a inclusão na educação

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Tudo bem que o governo do estado e a prefeitura ainda tem muito o que melhorar para prover o direito aos deficientes, mas não é por isso que o sindicato deve se excluir do processo de inclusão e colocar todos apenas contra o governo. Afinal de contas, o professor é uma das partes principais nesse processo de inclusão e não deve ser desestimulado dessa forma.

Muitos professores e diretores não estão capacitados para ter um aluno com necessidades especiais é porque não tem treinamento e cursos disponíveis na sua graduação. Então não vai adiantar colocar um apoio de um estagiário ou um tradutor para que o aluno possa entender o que é falado e escrito se o professor não tiver uma mente aberta e se interessar elo aluno especial.

O processo inclusivo na educação deve ser feito por pais, educadores, psicólogos e o governo de forma a gradativamente excluir o preconceito que existe com alunos deficientes nas classes regulares.

[Fonte]

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5 Respostas

  1. Reinivvon

    olá estou produzindo um trabalho sobre a inclusão de deficientes fisicos na escola,  gostaaria que se vc puder me ajudar, eu queria saber quais leis existem relacionadas a esse tema, e o que a lei exige que a escola tenha, no sentido de rampas, e etc. se puder me ajudar ficaria agradecido.

    • A única lei que conheço é a de que toda criança deficiente tem direito a cursar uma escola regular e com isso é necessário prover acessibilidade para ela.

  2. Os blogs quebraram a hegemonia da imprensa comercial e apontam para um novo futuro em se tratando da liberdade de expressão e do direito à informação. Estamos de parabéns.

    SINDICATOS E PROFESSORES, acessem modelo de petição para cobrar na ajustiça o reajuste do piso do professor conforme a lei do piso, 21,7%, não como declara o MEC. Ainda cobrar as diferenças do ano de 2010. Leia, comente e divulgue: http://valdecyalves.blogspot.com/2011/03/mais-uma-vez-o-mec-viola-o-lei-do-piso.html

  3. Creio que os comentários sobre o artigo do sindicato estão equivocados. Não sou do Rio de Janeiro, portanto posso falar com maior imparcialidade. O que me parece ser correto é que o sindicato não é contra a inclusão, pelo contrário a defende. A preocupação do sindicato é o como está sendo feito. Do jeito que está a responsabilidade do não sucesso deste projeto recairá sobre o professor. Não há em hipótese alguma no artigo desistímulo ao professor em relação ao projeto de inclusão. As cobranças do sindicato são favoráveis ao processo de inclusão desde que respeitadas a legislação. É preciso que tenhamos cuidado para não nos fazemos repetidores de discursos políticos que resultarão em prejuízos grandes para o processo.

    Na verdade, creio que o sindicato pode e deve ser o grande aliado… se colocar contra ele, é no mínimo uma atitude preconceituosa.

    • Caro Claudemir
      O sindicato deveria sim colocar-se de forma a incentivar os professores e as instituições de ensino a se "especializar" (se é que isso não seria uma obrigação da grade curricular) em pessoas com deficiência.
      O governo sempre se colocará como vítima na falta de inclusão, até porque lhe é conveniente, mas todos sabemos que falta muita estrutura para poder ter uma inclusão completa.
      No caso do sindicato, o texto segue o mesmo discurso do governo e transfere a responsabilidade total para o mesmo. Na minha visão, ele tem responsabilidades diferentes.
      Um tem que prover a estrutura para receber o deficiente e outro deve fazer com que o ambiente e métodos de ensino sejam compatíveis para o aprendizado do aluno especial.
      A cobrança deve existir por parte do sindicato, como de toda a sociedade, até porque a inclusão é direito do portador de deficiência e um dever do estado. Mas não devemos eximir a importância de professores qualificados e dispostos a tornar a vida do aluno produtiva, com um aprendizado dentro dos parâmetros considerados normais para a deficiência. O grande preconceito é querer manter os alunos deficientes em escolas "especiais", onde ele teoricamente se juntaria aos semelhantes e ficaria marginalizado a sociedade comum.

      Essa é apenas a minha opinião e, em hipótese alguma, acredito que seja a correta para todos.
      Me coloco a disposição para discutir, até porque uma discussão saudável e com educação sempre é muito proveitosa para todos.

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