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Superação e determinação após adversidade funciona na formação de vencedores

Publicado em 27/09/2011 por em Notícias

Quem já passou por prbolemas graves de saúde sabe que a luta pela vida e cada vitória alcançada tem um gosto diferente, demostrando cada vez mais a força de superação e a determinação que as adversidades podem dar ao ser humano. Mesmo que você caia, se sinta derrotado a sua força interior pode lhe fazer levantar e recomeçar a luta.

Imagem com um atleta cruzando a linha de chegada

Muitos atletas já comprovaram que é possível passar por cima das adversidades, sem que elas a deixem para de fazer o que gostam ou que sejam vitoriosos. Vamos ver alguns exemplos e superacão, entre os muitos que exstem:

Lance Armstrong: enfrentou um câncer no testículo, diagnosticado já em metástase em 1996, quando ele tinha 25 anos. Depois disso, venceu o Tour de France sete vezes.

Fernando Fernandes: Sofreu um acidente de carro e ficou paraplégico. Se redescbriu na canoagem e, hoje é b-campeão mundial de paracanoagem e um dos principais para-atletas para conquista de medalhas.

Rodrigo Minotauro:  Três cirurgias difíceis, seis meses e meio de uma recuperação dura, da perda do patrocinador e muitas dúvidas poderiam ter tirado o atleta do vale tudo, mas ele voltou e venceu o americano Brendan Schaub no UFC Rio.

Uma matéria do jornal O Globo, trata com muita seriedade o assunto e vale a pena ser lida. Aqui reproduzo apenas a parte mais interessante.

Postura de vencedor nas adversidades

Para a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, professora adjunta do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a capacidade de encontrar motivação depois de um tombo é essencial para reverter o fracasso. Isso depende de um componente genético que determina pessoas positivas ou negativas em relação à vida, mas pode ser mudado com a prática de cultivar atitudes felizes.

- Ter expectativas positivas aciona o sistema de recompensa e motivação do cérebro. A satisfação acontece quando uma coisa dá certo ou quando antecipamos essa satisfação pensando que determinado assunto vai dar certo – explica.

O empresário e palestrante motivacional Adam Jackson, autor do livro “O lado bom” (Editora Fontanar), aposta na postura de vencedor para explicar o sucesso de alguém a partir de um revés. No livro, ele conta a história de Armstrong e de outras pessoas que usaram um grande obstáculo como ponto de partida para um novo momento na vida.

- Pesquisas mostram que pessoas otimistas conseguem mais coisas ao longo da vida. Pessoas que veem o lado bom das adversidades, em vez de perguntarem “por que eu?”, perguntam “como posso tirar vantagem disso?” e seguem em frente – acredita.

Isso serve para várias situações, desde o perdão após uma traição amorosa à esperança de recuperar, depois da perda de um emprego. Serve também para a vitória numa competição difícil.

- É claro que quem toma muitos tombos na vida tende a acreditar cada vez menos, mas o contrário também acontece: cada um tem um ponto de equilíbrio, mas criar situações positivas faz com que se mude o padrão – diz Suzana.

Aí entram as terapias cognitivas, um trabalho de exercício cerebral para lidar melhor com as adversidades. E que pode se sobrepor às características herdadas.

Para o psiquiatra Fábio Barbirato, chefe da psiquiatria infantil da Santa Casa de Misericórdia do Rio, o componente genético se manifesta desde sempre. Uma personalidade mais confrontadora e destemida, por exemplo, provavelmente traduz um fator de proteção herdado, de uma pessoa que consegue lidar com flexibilidade diante da adversidade. Já um temperamento mais melancólico e ansioso transforma qualquer problema em grande questão. Mas além disso há o fator resiliência: uma pessoa criada em um ambiente resiliente se adapta melhor a situações complicadas e voltar ao normal sem muito sofrimento.

- A terapia pode construir essa resiliência – diz Fábio, que trabalha há seis meses com crianças vítimas das enchentes na região serrana do Rio. – Agora estão começando a aparecer casos de estresse pós-traumático, em entre 8% e 10% das crianças. Fazemos um trabalho de sensibilização gradual para ensiná-las a lidar com as chuvas sem pânico – explica.

Qualquer pessoa com a capacidade cognitiva preservada, segundo ele, consegue exercitar os neurônios através de terapia. Mesmo quem já viveu muita coisa ruim na vida e está desanimado.

- Quem já passou por muita coisa e aprendeu a lidar com isso deve ter criado essa capacidade e age melhor do que quem nunca viveu. Seu hipocampo, região da memória no cérebro, tem mais ferramentas para lidar com as adversidades – conclui.

 

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